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Naqueles dia, como em tantos outros, sai do trabalho a correr para ti.

Não fazia ideia do que vamos fazer, só sabia que íamos aproveitar para passear, sorrir, ser feliz…

Escolhemos um dos parques a que costumamos ir, mas mal sabia eu o que iria aprender, o que nos esperava.

Correste para o escorrega enquanto soltavas as tuas gargalhadas que me enchem o coração.

Chegou um menino, tão perfeito como tu mas que nasceu com uma patologia (seja ela qual for).

A pouco e pouco, a maior parte dos meninos à nossa volta foram chamados pelos pais. Naquele momento não reparei mas quando olhei em redor haviam espaços livres quando outrora existiam crianças a correr. Existam olhares constrangidos e sussurros disfarçados.

Gelei. Fiquei com o coração pequenino. Apeteceu-me abraçar aquele pai e pedir desculpa pela injustiça do que estava a acontecer.

E tu e esse menino continuaram a brincar sem que a ausência dos restantes fosse notada. Sorri para aquele pai e iniciamos ali um acordo tácito: pouco importava o resto do mundo desde que vocês estivessem felizes. E assim foi até ao final da tarde. Brincamos, rimos, e aprendemos mais um bocadinho convosco.

Conseguiram encher o meu coração de amor e sorrisos e colorir ainda o meu mundo com ainda mais cores.

Sei que não tens ideia do que é “ser diferente”, mas meu Pequeno Grande Amor, quero que te lembres sempre que TODOS somos e vamos ser sempre diferentes, e isso é maravilhoso!

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